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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Temperar azeitonas

Estes dias de sol são os ideais para começar a colher e secar as ervas aromáticas para temperar as azeitonas. Na minha lista estão:
  • Louro;
  • Erva azeitoneira, também conhecida por Santa Maria ou pimenteira;
  • Tomilho;
  • Orégão;
  • Alho;
  • Casca de laranja;
  • Sal.


Tenho seguido o conselho de quem sabe e não toco na água das azeitonas nem nas azeitonas e também não uso utensílios metálicos, só cerâmica (ou madeira).

Aqui está o meu loureiro, que vai dar a sua contribuição!



E a erva azeitoneira.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Retalhar azeitonas

Depois de muito procurar e ler sobre o assunto, resolvi criar a minha própria forma de retalhar as azeitonas (que ainda são poucas porque a oliveira é bem pequenina).

Golpeadas as azeitonas com cerca de 3 golpes, vou agora, e durante 15 a 30 dias e diariamente, demolhar as azeitonas em água não tratada quimicamente, ou seja, fui a uma bica pública onde está inscrito «água imprópria para consumo» e trouxe água sem cloro (é isso que a inscrição quer dizer). Também poderia ter sido de um poço ou algo do género. A este processo há quem chame de adoçar as azeitonas.

Desde sempre vi as pessoas mais velhas a usarem talhas de barro para o efeito, mas cheguei a ler algures que isso não era assim tão vantajoso... Resolvi arriscar! Nunca tinha usado este tachinho de barro e era mesmo à medida!!

Vou começar desde já a recolher e secar as ervas aromáticas para o tempero (visto o tempo de demolha ser relativo)...


As azeitonas ficam totalmente cobertas de água.


E fechadas da luz e do ar.


Depois deste processo, falta temperar (assunto a que voltarei mais tarde).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Oliveira e azeitonas

Da minha aprendizagem ainda mínima sobre a lida da terra fica-me aquela sensação de que tudo na natureza não só é um ciclo, como é, acima de tudo, preparação e previsão: guardamos ciclicamente coisas para depois, mais tarde, usar e reutilizar. E isto aplica-se não numa perspectiva de reciclagem mas de sentido de causa-efeito, como as leis da própria natureza. Respeitar isto é imprescindível, concluo eu (ou ainda estou a caminho de concluir...).

Isso acontece-me agora com a minha «apanha» das azeitonas lá de casa.




Os frutos já estão no ponto certo e a época também dita a sua apanha. E eu conjuro uma preparação das azeitonas para o Natal que já se avizinha...

O resultado da apanha, que como se pode imaginar levou «horas», foi bom para uma oliveira que já deu fruto no ano anterior e sendo ela ainda tão jovem:



Sim, eu sei que é só um fundo de uma taça, mas mesmo assim fiquei tão feliz!