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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Com o coração apertadinho...


Este sábado fui às compras para a horta, pois preciso de mais alfaces para plantar, e à vinda, a caminho do carro no estacionamento, encontrei esta menina assim no chão, completamente se acção, sem vontade de viver... Estava a intrigar-me e quando me aproximei deparei-me com a imagem da desolação em forma de cão: a extrema magreza impressionou-me de tal maneira que não consegui sair mais dali sem arranjar uma solução! Já não tinha forças nem para mastigar o bocado de pão que lhe tinham atirado pouco tempo antes de eu passar, disseram-me na altura os vendedores daquele «mercado» improvisado. Meu Deus, como era possível!!! Aquela menina tinha pura e simplesmente desistido de viver!!!


Tive de arranjar uma solução, coisa que é difícil num país sem carinho pelas pessoas, quanto mais pelos animais. Corri os supermercados em busca de água e de comida húmida, por me parecer o mais apropriado para ela conseguir engolir sem muito esforço, e consegui que comesse. Fiquei feliz por isso e ela também, pois a sua primeira reacção foi lamber-me a mãos como quem agradece... Cortou-me o coração! Levantou-se e a imagem ainda foi mais desoladora: não colocava uma das patas no chão. O passo seguinte e possível foi transportá-la para um hospital que fica ainda a cerca de 80 kms dali. E, quando se abriu a porta do carro, ficou tão feliz que só não entrou logo porque precisou de ajuda para subir...


É linda e meiga, apesar das dores horríveis que deve ter!!! Tão meiga que veio a viagem inteira com o focinho nos nossos ombros e a lamber as nossas orelhas...


Dá para perceber, até porque eu já não sou uma estreante nestas andanças, que já teve um dono, que sabe o que é uma mão, um carro, uma coleira/trela, enfim, já teve uma casa. Como é que é possível abandonar um animal assim, sem mais nem menos??? 

As notícias da sua saúde ainda não são claras: sinais vitais bons, mas um raio-X com muitas reservas... a possibilidade de ter um tumor na coxa...

Bom, a situação passou de má a péssima e além de ter de lá ficar, ainda vai, muito provavelmente, sofrer uma intervenção, coisa para estar internada bastante tempo e fazer aumentar e muito a nossa conta! Lá vai esta dupla ficar sem presente de Natal novamente... e espero que o valor seja o suficiente porque senão... Tenho pena porque o meu rapaz merecia mesmo um presente este ano, que foi um ano tão difícil (por uma situação que um dia talvez conte com pormenor)... mas ela precisava de nós...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Festa de Natal de apoio à Associação Bianca

Foi este Sábado a Festa de Natal da Associação Bianca. É um jantar para os amigos, colaboradores, voluntários e adoptantes.
Há um concurso de sobremesas e fiz uma tortinha de laranja que encontrei no blog da Carla, Vícios e Sabores, mas não ficou tão bonita como a dela, mas ficou muito saborosa!!!



Também fiz uns frasquinhos com uns miminhos caseiros para os cãezinhos dos meus amigos. São uns biscoitinhos para cão que faço em casa, pois os meus bebés não ligam nada às coisas industriais... A minha mãe diz que os habituei mal, mas eu quero lá saber! Dão um bocadinho de trabalho, mas eles adoram!!! E eu  assim sei o que estão a comer!
Aqui estão:



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O quinto elemento



Esta pequenita é a Lunna. O 5.º elemento lá de casa.
Foi encontrada no meio da estrada completamente desorientada e com imenso medo... Tenho a plena convicção de que foi atirada de um carro em andamento pelo comportamento dela quando se liga o carro.
É uma menina muito dada, mas com um feitio especial.Chamo-lhe 5.º elemento por isso mesmo. É a mais pequena e a última que chegou a casa, mas isso não a impede de querer mandar! É tudo dela!
Foi inicialmente um problema ter duas cadelas dominantes, mas como a Lunna não liga muito ao Lippi, o macho que a outra, a Annett, ama de paixão, aprenderam a tolerar-se e a respeitarem-se para «pensarem em matilha».
Não era suposto ter mais cães (ela também não é bem um cão, é só metade ou nem isso), por isso ainda esteve para adopção mas já não conseguimos viver sem ela... Não vou repetir o que já lhe fizeram.
Ela, tal como os outros, só quer mimos...
Agora estão felizes!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Os 4 patas lá de casa!


Estes são o Lippi e a Annett. Os meus bebés do coração! Esta foto foi tirada no dia em que fomos buscar a cadela, a branca e castanha.
A história destes dois é linda. O amor que os une vai para além do meu conhecimento e percepção.

Há dois anos, quando a mudança para uma casa provinciana começou a ganhar contornos definitivos, pensei em realizar mais um daqueles desejos de sempre: um cão! A ideia não foi assim pensada com data marcada, mas tinha já comigo algumas certezas: não tinha de ser de raça, não queria comprar (muito menos em lojas - comércio de animais em lojas é coisa que eu abomino), não tinha preferências de tamanho ou idade, enfim, só tinha de ser «aquele», ou seja, o que me «dissesse» «Quero ir contigo!» de uma qualquer Associação.

Num dia lindo e óptimo para passear de Outubro - no próprio dia do animal, dia 4 - fomos até por acaso aos relvados dos Jerónimos onde estava a decorrer uma campanha de adopção. A campanha tinha várias associações e, como já era tarde, já estavam a recolher os animais. O único que vi, com o focinho meio metido numa tigela de água, foi o Filipe, como me disse a voluntária que lá estava. Ele olhou para mim e apaixonámo-nos mutuamente...

A associação é a Bianca e a voluntária a Filipa, que tinha resgatado este cãozito da rua (é madrinha dele, por isso se chamava Filipe).


Ainda não tínhamos mudado de casa e não estava à espera de encontrar «o meu cão» logo.
Passámos a ir visitá-lo todos os sábados e a levá-lo à praia em Sesimbra (a associação é de Sesimbra).


Ele começou a não querer ficar lá sem nós. Foi de partir o coração quando começou o mau tempo e ter de deixá-lo lá.
No Natal fomos buscá-lo para o nosso apartamento, sem querer saber das consequências, pois ele já era bem grandinho e sempre vivera em terra batida e sem regras. Foi o melhor que fizemos. Ele revelou-se um animal de grande sensibilidade e inteligência, mesmo com os traumas que trazia de uma tentativa de adopção anterior mal sucedida (tinha medo de tudo, até dos sacos de plástico!).

Mudámos, entretanto, de casa.
Começamos então a «ajudar» a associação e a ver que a Annett, a grande amiga do nosso agora Lippi, estava a deprimir sem ele. Todos os sábados esperava pela nossa chegada e, quando não íamos, não saída do portão (coisa que nunca se tinha visto nela). Como é que aquela bichinha sabia que era sábado? Pois, eu também não faço ideia...


A história da Annett é muito simples. Apanhada numa praia em cachorra e nunca conheceu nada mais do que  o ambiente da associação. Tem um temperamento calmo e independente, não se entrega às pessoas com facilidade, tem alguns problemas de deficit de afecto. É mesmo muito carente. Na altura não tinha consciência disso. Não se dava com muitos outros cães, com a excepção do seu querido Lippi.

Não aguentámos... Fomos buscá-la!


Eles adoram-se!!! São o que chamo do verdadeiro Amor Canino!
E, mesmo sendo adoptados já adultos e sem nunca terem tido regras, são os melhores cães do mundo! Tenho vasos, plantas, cadeiras, almofadas, cds e tudo o que se possa imaginar e está tudo no sítio!!!
São uma bênção!

A Annett está a aprender a brincar e o Lippi já acha muita graça a sacos de plástico.